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BRINQUEDOTECA

CRIAR, DESCOBRIR, EXPLORAR, EXPERIMENTAR, DIVERTIR, IMAGINAR

“A brinquedoteca surgiu da valorização do brinquedo, tendo como objetivos básicos o empréstimo de brinquedos e a criação de espaços destinados à exploração lúdica.” (REVISTA ACB/SC) 

Hoje os condomínios estão cada vez mais completos em sua área de lazer e serviços prestados como também muitas pessoas estão se mudando em questão de segurança, praticidade, comodidade, tranquilidade…e os espaços de lazer.

Nos condomínios há o crescimento de crianças com diversas faixas etárias, mas as vezes não há espaço para todo mundo ao mesmo tempo portanto o condomínio investe em algumas áreas ou faz melhorias em outras.

Ao elaborar um espaço, deve-se estar atento ao seu planejamento, organização e objetivo que ele deve cumprir. 

Uma brinquedoteca não exige uma infraestrutura sofisticada e pode ser montada numa sala, com as adaptações necessárias para garantir o conforto e a segurança de todos.

Seguem algumas sugestões:

Sala: Deve ser arejada, com janelas para uma circulação de ar e propiciar também uma iluminação natural.

Piso: não deve haver desníveis, emborrachado, que minimiza o risco de quedas e amortece o impacto, fácil de limpar e pode ser colorido.

Prateleiras ou estantes: leves e feitas de materiais como MDF na altura em que as crianças alcancem, sem pontas, material que não oferece perigo.

Bancadas: devem ter os cantos arredondados para evitar machucados e cortes.

Mesas: material adequado, altura compatível a uma criança e sem cantos.

Cadeiras com encosto: mais indicada para crianças, melhor apoio.

Puff: altura compatível, firme e confortável.

Idade: Normalmente crianças na educação infantil (até 7 anos), mas verificar o regulamento interno, convenção e o perfil do condomínio.

Instalações elétricas: TV, DVD, fora do alcance das crianças, fios encapados, embutidos ou protegidos(canaletas), tomadas com protetores.

Brinquedos e jogos: bonecas, bonecos, miniaturas (carrinho, geladeira, panelinhas, entre outros), peças de montar, quebra-cabeças, jogos de tabuleiros, jogos pedagógicos, jogos didáticos, livros de histórias. (tomar cuidado com peças pequenas).

Organização: baús, caixas de plásticos, nichos e porta livros podem organizar e guardar os brinquedos.

Brinquedos maiores – escorregador, casinha, cavalinhos…: dentro das normas da ABNT.

Opcionais: tapetes, cortinas e bichos de pelúcia de preferência antialérgicos e tapetes antiderrapantes. 

Paredes: além da decoração e pintura pode também colocar papel de parede e tinta –lousa.

Limpeza: seja limpo frequentemente, para evitar alergias e problemas respiratórios, pois brinquedos costumam ter pequenos orifícios que acumulam bastante poeira. 

Decoração: A brinquedoteca deve ser atraente, sem ser cansativa para a criança. Por isso, abusar das cores de forma desordenada pode deixar o ambiente pesado e até irritá-las, devido ao excesso de estímulo visual. “É importante trabalhar com as cores de maneira planejada. Priorize os tons claros com estímulos visuais específicos que tenham significado para a criança. Quadros e pinturas com formas geométricas são boas opções. E deixe o colorido para os brinquedos e alguns mobiliários, ensina a psicopedagoga Rosangela Iunes Cano.

Regulamento: anexá-lo na parede para que possa ser lido pelos frequentadores e se não houver, criar.

Doação: doação de brinquedos, jogos, livros pelos condôminos sempre observar se estão em ordem, não faltando peças, quebrados, rasgados, manchados entre outros, devem ser abolidos, para prevenir os famosos acidentes domésticos. 

Tudo o que for colocado à disposição das crianças deve ter o certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), uma garantia de que os objetos não oferecem perigo ao serem manipulados.

A criança precisa de espaço para brincar, por isso evite ocupar a área com muitos móveis e objetos.

Em dias de chuva e frio, a brinquedoteca é a melhor opção para as crianças desde que acompanhadas de um responsável.

Autor: Adriana Glad Jorge

Educadora Física, Pedagoga, Síndica profissional e Diretora da AGJ Gestão Condominial.